Futebol e Vida

“FUTEBOL E VIDA”
Janeiro de 2016

O futebol é uma febre mundial; ouvimos histórias e mais histórias de atletas e famílias de atletas sendo desfeitas; e uma grande parte se perde, por não saberem lidar com a fama, com a grana ou com o assédio!

E como há milhões e milhões de pessoas, que direta ou indiretamente estão envolvidas com o futebol, eu pensei em escrever este artigo e compartilhar lições que aprendi e venho aprendendo com a vida e com o futebol.

Alguns dizem que se não fosse o futebol, não seriam nada nem ninguém, outros dizem que o futebol é a sua vida, alguns outros dizem que o futebol é pecado; e para muitos, o futebol é o seu deus. Por ele, alguns perdem a própria vida; por ele, alguns tiram a vida de outros.

Talvez algumas experiências vividas e alguns conselhos de um ex-jogador de futebol, que viveu e respirou futebol quase que os 56 anos de vida que possui, possam de alguma forma ser úteis na sua vida ou carreira; independente de qual seja.

Minha mãe diz que quando eu era bebê, não conseguia aprender a andar de jeito nenhum; tentava dar alguns passos e logo me agarrava em algo ou alguém, ou caía; até que um dia na sala de casa, rolaram uma bola em minha direção, e imaginem o que eu fiz: fui correndo atrás dela. A primeira vez que vi uma televisão na minha vida, eu tinha em torno de 12 anos e o que lembro, foi um jogo da nossa seleção na copa de 70; e isso em cima de um pneu velho de carro, debruçado na janela de um vizinho. Portanto, desde a infância, compreendi que tanto na vida quanto no futebol, é vivendo que se aprende e é aprendendo que se vive.

Eu aprendi vendo e vivendo as mais variadas experiências que um homem pode ter e experimentar numa profissão; principalmente trabalhando neste meio chamado “O Mundo do Futebol”, e pode acreditar; sempre descubro coisas novas e procuro aplicar na minha vida.

Aprendi muitas coisas sobre o futebol e a vida, desde ainda garotinho; quando tinha que andar sete quilômetros para chegar até o campo de treinamentos e de jogos, e voltar para casa andando estes mesmos sete quilômetros, após treinos ou jogos; e mesmo cansado ou até esgotado, fazia tudo isso, para conquistar o sonho de ser um dia, um jogador de futebol. Apesar de ser muito difícil, eu caminhava feliz; mesmo sabendo que estava voltando para casa pra comer não sei o quê, e tendo ainda a lição por fazer; depois ir dormir, porque tinha que acordar no outro dia bem cedo para ir à escola.

Eu e meus irmãos aprendemos bem cedo com a vida, que é preciso trabalhar muito; vimos uma mãe que sozinha criava três filhos trabalhando em três turnos. Com isso logo aprendi a correr atrás das coisas sem esperar que elas venham atrás de mim; fui picolezeiro, vendedor de jornal, vendi fruta em cima de uma carroça, fui zelador de dia, numa escola onde eu estudava à noite, fui lavador de peças de máquinas de escrever (sim, há muuiito tempo!!!); bem cedo compreendi que precisava me virar na vida; e sem usar “as costas quentes” para conquistar o meu espaço como atleta profissional de futebol, alcancei meu alvo. Aprendi também no futebol e na vida, lições que servem para aplicar até mesmo no meu hoje; pois tive por vezes como atleta, que passar fome em concentrações ou em outros lugares; e tudo para entender que preciso valorizar o pão nosso de cada dia que tenho no hoje; eu vivi isto, sem amigos ou familiares saberem; entendia como um processo de crescimento na minha vida.

Através da gangorra da vida e do futebol, aprendi a viver e a lutar para atingir minhas metas e objetivos sem nunca esmorecer; e mesmo tendo por vezes a face estampada em jornais, revistas ou televisão; e outras vezes sendo esquincalhado, chingado e humilhado por torcedores, aprendi a sempre levantar a cabeça e continuar trabalhando.

Aprendi a sobreviver na gangorra da vida e do futebol; hora em cima, hora embaixo. Desde vencer uma competição, e/ou fracassar em outras; desde a tensão e a escassez vivida por um encerramento e transição de carreira (perto dos 30 anos de idade), subindo e descendo morros em área de invasão ou favela, até viajar por quase todos os continentes e metrópoles do mundo, trabalhando em meio do futebol.

Aprendi a dar sempre o meu melhor e o meu máximo, sendo eu um jogador de futebol comum, talvez até mediano, nunca fiquei sem Clube. Depois do encerramento da carreira, como um ex-atleta, trabalho orientando outros atletas, ex-atletas e suas famílias.

Noutra etapa da vida; agora na companhia do meu melhor amigo; vi e vivi o que talvez poucas pessoas viram e viveram na vida e no mundo do futebol; vi pessoalmente coisas, que antes, só via de cima daquele pneu!
Foi quando aprendi com este meu melhor amigo, com o futebol e com a vida, que não dá para andarmos sozinhos, dependendo apenas de nossas próprias forças, capacidades ou talentos.

Com a ajuda deste amigo, tive o privilégio de aprender muitas coisas sobre o futebol e a vida; auxiliando emocionalmente e espiritualmente, atletas de base, de clubes pequenos, médios e grandes; e até os chamados atletas de ponta. Desde então, muitas coisas que jamais pude ver e viver como homem e como jogador de futebol, passei a ver, viver e conhecer. Vi as responsabilidades, as pressões e as cobranças, que atletas de alto nível vivem.

Pude entender com a vida e com o futebol, a excelência exigida na preparação que um atleta precisa ter, para que ele participe de uma competição de nível internacional; vi até, o preço que tem que ser pago pelo atleta e sua família, para poderem experimentar a glória e a alegria da vitória numa final de Champions League.

Também aprendi muito ao ver atletas enfrentando pressões descomunais; como por exemplo, um atleta exemplar após cair sangrando no campo, ouvir sua torcida gritando; tomara que morra.

Aprendi muito sobre a vida e o futebol, ao ver atletas vencerem e serem ovacionados, e outros serem responsabilizados pelas derrotas e fracassos.
Entendi a importância de se respeitar e valorizar, qualquer profissional; seja ele do futebol ou não, e que por trás deles há as suas famílias.

Contando com a ajuda do meu melhor amigo, aprendi também com o futebol e com a vida, a orientar atletas desde o início, até o final de suas carreiras; e o mais importante, aprendi a dar o mesmo valor aos atletas que moram em mansões e que jogam em times grandes e em Estádios monumentais, até àqueles que jogam em times pequenos, em campos horríveis, e que moram em concentrações; onde muitas vezes, não há sequer condições mínimas de sobrevivência sadia para um atleta.

Com a companhia do meu melhor amigo, aprendi muito sobre o futebol e a vida; aprendi a conhecer, respeitar, e me relacionar melhor com as pessoas; vendo sua dedicação, sacrifício e esforço, em todo tipo de profissão, e não só do futebol.

Me desenvolvi em áreas, vendo as competições, os treinamentos, as preparações, etc; sempre algo me era acrescentado pra vida, tanto vendo isso nos clubes pequenos, como nos grandes.

Com uma forcinha do meu melhor amigo, eu aprendi coisas através do futebol e da vida, que eu levaria centenas e centenas de anos para compreender e viver; pois acompanhando os atletas nas competições e dando assistência a eles, eu acabei conhecendo muitas culturas e nações; tanto na Europa, quanto na Ásia, África e na outra América.

É certo que também, que depois de “quebrar a cara” várias vezes na vida, depositando confiança em quem não devia; eu aprendi muitas outras coisas através do futebol e da vida.

Uma lição muito importante que eu aprendi na vida, principalmente com a ajuda do meu melhor amigo, e por intermédio da família e do futebol; é ser uma pessoa íntegra; não ter duas caras. Aprendi a ser a mesma pessoa independentemente de estar encima ou embaixo, na gangorra da vida.

Aprendi a ser a mesma pessoa, depois de ter tido o privilégio de voar junto com um time campeão da Champions League e com um treinador chamado José Mourinho; e ser a mesma pessoa, após ter tido o privilégio de viajar sozinho com meu carro, para uma cidade do interior do nosso Brasil, levando o uniforme de jogo, de um time que eu nem sei mais se existe; para que o time tivesse uniforme para poder jogar.

Meu melhor amigo me fez entender, que devo ser a ser a mesma pessoa; que depois de ter recebido o privilégio de estar dentro do campo, pisando no gramado juntamente com todos os atletas e o staff da Inter de Milão, e ver o delírio de milhares e milhares de torcedores nas arquibancadas vibrando; devo ser a mesma pessoa que subiu naquele pneu, ou ficou esperando um tempão, do lado de fora do portão de saída de ônibus de um Estádio; só para dar um abraço num atleta de um time “pequeno”, que foi campeão com uma equipe que nunca havia conquistado o título na sua história.

Aprendi com meu melhor amigo, e com o futebol e a vida; a ser a mesma pessoa que após ter experiências inimagináveis na vida e no futebol; fazendo um trabalho voluntário em três Copas do Mundo e demais competições da nossa Seleção Brasileira; auxiliando espiritualmente atletas que necessitavam, e isso por um período de quase 10 anos; a ser a mesma pessoa que ficou (com amor) ensinando futebol e vida; três vezes por semana, durante o ano todo que se passou, para um grupo de uns 10 garotinhos completamente desconhecidos do mundo do futebol, num ginásio de esportes sem os olhares de torcida ou de mídia. Esse meu melhor amigo me ensinou, que o mesmo valor que tem uma pessoa que trabalha debaixo dos refletores, é o valor de quem trabalha nos bastidores.

Descobri no futebol e na vida, como conviver com as pressões e glórias das conquistas, mas também, com o choro e a tristeza das derrotas; muito observando os atletas e outros profissionais, trabalhando longe de suas esposas e filhos, como também de familiares e amigos.

Cresci em várias áreas, através do futebol e da vida, tendo o privilégio de acompanhar meses e meses de treinamentos e preparações, para quase todas as competições da nossa Seleção; onde eu observava (quando me permitido), os treinamentos do Professor Felipão, do Professor Parreira e do Professor Dunga e suas comissões; eu observava tudo, para que de alguma maneira, o que eu via, pudesse ser útil na vida de um atleta ou de qualquer outro profissional do futebol.
Pude também aprender a ver e conviver, à certa distância, com todo tipo de pessoas e funções que envolvem o mundo do futebol; desde mordomos, seguranças, empresários, mídias, staffers, personagens e personalidades do mundo do futebol, até torcedores, vendedores de pipoca, de amendoim, etc; até mesmo autoridades do “mundo da bola”.

Quantas coisas me foram ensinadas, dentro dos aviões, quando permitiram que eu e o meu melhor amigo retornássemos ao Brasil com eles no mesmo vôo. Cada vôo era uma pós-graduação; tanto em futebol quanto em vida; ainda bem que na maioria das vezes que viemos com eles, viemos comemorando uma conquista.
Eu aprendia muito no futebol e na vida com as reações de cada um; eu e meu melhor amigo, ficávamos observando o cansaço e a alegria com o resultado do esforço de cada um sendo recompensado com a conquista.

Teve uma hora que falei pro meu melhor amigo; onde vim parar; que loucura!

Aprendi muito sobre amor à pátria e dar valor ao que deve ser mais valorizado; no ano de 2002 estando com os atletas encima dos trios-elétricos comemorando a conquista da Copa; algumas vezes eu carregava a taça na mão e ficava imaginando; o que as pessoas dariam para tocar naquela taça?

Porém algumas vezes aprendi muito sobre futebol e vida, voltando com eles no mesmo voo, após amargar uma eliminação; quanta decepção e tristeza; eu e meu melhor amigo ficávamos procurando alguns deles nos bastidores para consolar; mesmo eu ficando triste precisando também de conforto e consolo.

Quantas coisas me foram ensinadas sobre e através do futebol e da vida. Eu que, por décadas e décadas da minha vida, vivera uma vida solitária; mesmo tendo muitas pessoas à minha volta que me amavam; mas nada preenchia um vazio que eu tinha no coração; a solidão sempre estava lá dentro de mim.

Das quase seis décadas de existência, foram praticamente três andando na solidão; até conhecer meu melhor amigo, depois; continuei vivendo e “respirando” futebol, não sei mais o que é solidão; agora só conheço solitude.

O tempo passa, e apesar de tudo que aprendi, continuo aprendendo coisas novas a cada dia no futebol e na vida; este meio que ao mesmo tempo que fascina e constrói uns, maquia e destrói outros.

Em parte, eu concordo com o que disse nosso querido jornalista e cronista esportivo, já falecido, Armando Nogueira; o futebol não aprimora os caráteres dos homens, mas sim os revela.

Eu creio que o futebol realmente revela o caráter de uma pessoa; como dizemos no “Mundo da Bola”: “Quer mesmo conhecer um sujeito; coloca nele um par de chuteiras e rola uma bola; aí é que se vê quem é quem!”

Só discordo do Armando Nogueira quando ele diz que o futebol não aprimora o caráter de uma pessoa; nisto eu discordo; depende de como se usa o futebol!
Para mim o problema não está no futebol, mas no coração do ser humano.

Eu vivi todos os lados; quando menino, o futebol me tirou das ruas e das drogas; quando homem, o futebol me deu uma profissão e uma família.

Depois; eu não soube lidar nem com o futebol, nem com a família, nem com a vida; e quase fiquei sem tudo e sem todos!

Fui para o álcool e perdi a família; e quando estava a ponto de tirar a minha própria vida, e isto dentro de um Estádio de Futebol, no vestiário; minutos antes de entrar para jogar uma partida; aquele meu melhor amigo apareceu e me salvou.
Foi quando o conheci e ouvi algumas orientações e conselhos dele, e eu caí em si.
Agora imagine a humildade dele; eu um “João ninguém”, e ele, o atleta mais famoso, o mais falado, considerado o maior vencedor, o maior craque, o maior artilheiro, o treinador dos treinadores, o mestre dos mestres; mas que eu só conhecia de ouvir falar, de repente, estava na minha frente!

Eu não dava muita moral pra ele não, tinha até pena dele, achava que por ele ser “o cara”, ele não estava nem aí comigo; mas quando eu mais precisei, quando ninguém mais podia me ajudar; ele pessoalmente chegou pertinho de mim e disse: “Eu te entendo, eu te ajudo, eu te cuido, eu te sustento, eu te amo, eu te perdôo; você precisa de uma nova vida, e eu sou a Vida que você precisa; o nome dele?… é JESUS!

Foi assim, num Estádio de futebol; que eu através de uma simples oração, fui resgatado para uma nova vida com Jesus, o meu melhor amigo!

Desde então, passei a me relacionar com Ele e segui-lo; e só então, tudo que vivi e aprendi na vida, fez e faz sentido!

Eu sei que muita, muita gente me critica e diz que religião não tem nada a ver com futebol, e que cada um escolhe a sua, e eu concordo; só que não se trata de uma religião, mas de uma pessoa; que por causa das religiões, é desprezada, rejeitada e excluída. E como dizem é verdade; religião cada um escolhe a sua; mas Salvador só tem um!

Ninguém nunca me ouviu como um Capelão de atletas há mais de 20 anos, pregando qualquer religião. Agora, quem se diz cristão, e faz até o sinal da cruz; mas exclui Jesus da sua vida, do seu casamento, da criação dos seus filhos, do seu trabalho; seja no meio do futebol ou qualquer outro meio; não importa se você é todo certinho ou todo erradinho como eu era; quando você morrer ou se Ele voltar; como Ele disse que fará a qualquer momento; você estará fora do Time Dele eternamente!

Porque uns pecam mais e outros menos; mas todos somos pecadores e precisamos do perdão de pecados e da vida eterna; e isso só se encontra em Jesus.

Reforçando o que falei no início deste artigo; alguns dizem que o futebol é a sua vida, e outros dizem que o futebol é pecado, para outros o futebol é o seu deus; mas na minha pequenez, eu digo que ambos estão errados; como um ex-jogador de futebol, e como um Capelão de Atletas eu digo: “Futebol é Esporte, Educação, Cultura e Saúde; mas só Jesus Cristo é Vida.”

Não foi qualquer um que falou o que vai ouvir em seguida, foi o Apóstolo Paulo; ele disse que Jesus é Deus na Terra; veja o que ele disse à respeito de Jesus: “Jesus é a imagem visível, do Deus invisível”

Agora eu finalizo com alguns conselhos para alguém que quer fazer diferença na vida e no futebol:

O tempo passa muito rápido; hoje eu estou caminhando para os 57 anos de idade, e estou envelhecendo; não tenho mais forças para brincar de futebol, e pouca força para trabalhar; por isso te digo:

– Primeiro; independentemente de você viver no meio do futebol ou não, convide JESUS para ser seu melhor amigo; pois com Ele, você é mais do que um vencedor!
– Em segundo lugar; para quem quer ser um vencedor tanto no futebol quanto na vida; acredite em você; mas não perca um minuto sequer da sua vida; estude, se atualize, pesquise; quem quer conquistar seu espaço e permanecer trabalhando no futebol; se prepare para ser e fazer o seu melhor.
Quer você queira ser, ou já seja um atleta; ou um treinador, preparador físico, fisioterapeuta, fisiologista, roupeiro, massagista, analista, presidente, etc; dê o seu máximo, o seu melhor; 100% já não serve mais no nosso tempo, tem que dar no mínimo 120%.

Agora preste bem atenção neste conselho: – Faça isso, mas não só no trabalho; mas também como homem, como pai, como filho, como irmão(ã), como marido ou esposa; mas principalmente, como um menino ou uma menina, como uma mulher ou um homem de Deus; vivendo o cristianismo com integridade!

Para quem quer trabalhar no futebol; seja numa pré-temporada, numa inter-temporada, no infantil, juvenil, júnior ou profissional, você não tem que ser o melhor; mas tem que dar sempre o seu melhor.

Seja o melhor preparador que você consegue ser; seja o melhor auxiliar técnico, o melhor fisiologista, o melhor treinador, o melhor analista, o melhor nutricionista, etc, que é possível que você seja; senão você só sobrevive, mas não vive; no meio, e do futebol.

Não perca um segundo sequer, procure ser o melhor no que faz; você não sabe quando e qual porta vai se abrir para você trabalhar; mas independente de qual seja; esteja preparado sempre, para fazer o seu melhor; mas não só o melhor no teu ponto de vista, mas o melhor para o meio onde escolheu viver e trabalhar.
Nem sempre nós vamos fazer o que gostamos, por isso, precisamos nos aperfeiçoar nas mais variadas áreas que podemos atuar no tipo de trabalho que escolhemos como profissão.

Se prepare para fazer o seu melhor com as capacidades que possui; primeiro para Jesus, o Deus vivo na terra; depois para você mesmo e para sua família; e também no seu trabalho; enquanto estiver fazendo isso, não vai te faltar espaço no futebol e na vida.

Anselmo Alves
Ex-jogador de futebol, Capelão de Atletas